terça-feira, 25 de novembro de 2008


Créditos do filme:

São momentos raros, admito. No entanto, sublimes. Falo das vezes em que, em meio ao corre-corre, paro o meu relógio e penso: a vida não passa de um filme. Nós fazemos parte do elenco de “atores-espectadores”. Ora, será que ninguém notou?

Como em toda boa trama, tem de haver muita peleia antes de a felicidade ser servida em uma bandeja lustrosa. A justificativa é de que isso ajuda a prender a atenção e o sentimento dos espectadores – neste caso, nós, que assumimos o duplo papel. E não é que é mesmo? Não há como negar: as marcas deixadas pelas árduas batalhas deixam a bandeja da felicidade mil vezes mais bonita! E como é bom.

Mas, como no cinema, uma luta nunca é travada por um homem só. Há um exército de forças. E são essas forças – pode acreditar – o grande sentido de tudo. É por esse exército que, no fim, valeram a pena as cicatrizes de batalha. E é a eles que, também no fim, são dedicadas as minhas medalhas.

À minha força maior dedico a primeira medalha de guerra. A barriga que me segurou, quando a maioria acreditava ser impossível; as mãos que me levaram para aprender os passos, quando eu insistia em cair de bumbum no chão; a paciência que me ensinou a ser alguém, quando eu nem sabia quem era eu; o amor incondicional, quando só isso era capaz de me deixar em pé. Por isso, mãe, o que trilhei e o que ainda vou trilhar são conquistas tão minhas quanto tuas.

Aos meus arco-íris, a segunda medalha – e, esta, bem colorida. O agarradinho pendurado, me convidando para deixar o mau-humor na porta, antes de entrar; o sorrisão fascinante, me lembrando que essa sempre vai ser a melhor forma de viver; a bagunça e a barulheira, dando ao meu filme textura e trilha sonora peculiares; negrinhos, panela para raspar e bilhete de amor, para me mostrar o quanto sou feliz. Às minhas pequenas princesas, digo o seguinte: ainda bem que vocês existem!

Ao meu par, então, dedico a próxima. A companheira de barraquinha, onde batemos o recorde de encontrar a diversão em um lugar de apenas 1m²; minha dupla de brincadeiras e covers da Xuxa e das Chiquititas, em um tempo em que a realidade era um sonho; minha unha e minha carne em cada tombo, em cada desilusão, em cada decepção; minha outra metade na vida, quando o que mais se precisava era de alguém que sentisse cada detalhe, compartilhasse de mãos dadas as mesmas dores e alegrias. Manu, poucas coisas na vida são tão certas quanto isso: somos um par ligado eternamente. Te amo até o fim.

Aos meus mestres veteranos de guerra - meus cuca branca -, também faço homenagem. Suas histórias de vida e seus olhares de ternura são gestos que vou levar comigo para onde eu for. Sempre.

Aos tios e às primas da Serra, também deixo meu carinho aqui expresso. Amo-os demais. A minha infância e a minha transformação em “gente grande” não teriam sido tão maravilhosas sem vocês.

Aos dindos e primos que, por hora, se encontram distantes, também o meu muito obrigado. Agradeço o carinho, a palavra amiga, o abraço confortável, a expressão angelical da Isa, que me lembra o quão doce a vida pode ser.

Além dos combatentes que nos acompanham desde o início, há aqueles que conhecemos pelo caminho. E como valem a pena esses encontros inesperados! Ainda mais quando se trata de pessoas que parecem ter nascido para nos encontrar. Então, pela sintonia telepática que me faz sentir em casa e saber que nunca estou só, obrigado, Carol.

Outros encontros preciosos aconteceram já na vida acadêmica. A faculdade não teria o mesmo gosto e o mesmo valor se não fosse a amizade dos mestres Antônio Heberlê e André Lapuente. Tio Toni, obrigado pela paciência e pelo ombro, sempre disponível pra mim. André, obrigado por ter sido amigo, professor e pai, em alguns momentos. Esse é o tipo de coisa que fica marcada a ferro na gente.

Também encontrei companheiros de batalha lá longe, fora da zona urbana. Na Embrapa, minhas idas e vindas me fizeram somar mais do que conhecimento. Somei o mais importante: pessoas. Meus queridos Rui Madruga e Sérgio Silva, obrigado. Os valores profissionais e, principalmente, humanos que me passaram vão me acompanhar em cada pedaço de terra onde eu pisar.

Por fim, à minha estrela-guia, dedico mais do que medalhas. Dedico o meu existir. A minha lágrima, o meu sorriso, os meus instantes. Cada um deles. O teu amor é o que move minha vida desde os primeiros suspiros.

No meu filme envolvente, o fim desta cena me faz compreender uma coisa: tenho gente de verdade comigo. Antes do diploma, conquistei corações. Essa, sim, é a minha maior vitória. Afinal, do que mais a gente precisa? Ah, de um balde de pipoca, é claro! Agora é hora de assistir à próxima cena...

5 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, não preciso dizer que tu me emociona né? Me orgulho de poder dizer por aí que tu faz e sempre vai fazer parte da minha vida. Eu te amo!

Anônimo disse...

Amanda dizer que te amo, que te acho linda, querida, amiga, inteligente, meiga...é realmente pouco para alguém que me faz feliz,que me faz rir ( eu adoro !! ) que me faz BEM!!! Muito BEM!!!!! Agradeço a Deus por existir em minha vida, digo minha vida porque sei e sinto que NÓS estamos sempre juntas, mesmo na distância. Te Amo Muito! Da titia Maristela

Unknown disse...

Em meio a algumas lágrimas de emoção, depois de tomar conhecimento de mais um dom especial que tu tens, quero te dizer que se o filme tua vida fosse passar no cinema, seria aquele tipo raro de filme, em que acabamos por ter diversos sentimentos a respeito da atriz principal: tristeza pelos dramas que ela vive em alguns momentos; extrema alegria pelas realizações que ela consegue; expectativa pelo grande desfecho da história da vida dela; além daquela vontade de atravessar a tela e fazer com que todos os vilões se retratem com a mocinha, pois ela é um ser iluminado, que Deus enviou para acalmar os aflitos, emocionar os mais durões e alegrar todos que a cercam. Quero te dizer também, que se Deus permitir, quero estar presente em todos os momentos marcantes da tua vida, inclusive naqueles em que tu me olhas e começa a chorar, pois te amo e quero te ser útil sempre que puder. Parabéns pelo grande momento, pela pessoa que tu és, pela forma como tu encaras a vida e enfrenta o mundo, te admiro e me orgulho de fazer parte da mesma árvore genealógica que tu. Beijo e uma salva de palmas da tua prima mais velha... hehehe

Pedro disse...

Um beijo prima, to com saudade de verdade

Unknown disse...

Mesmo tendo chegado depois do filme começar, não dá prá não se encantar. Torcer muito, aplaudir e esperar a continuidade da série. Este será um raro caso de sucesso garantido pro II, III, IV.....