" Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. [...] Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. [...] Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam o seu amor. Pare de ligar a televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. [...] Feche a porta, mude o disco, limpe a casa... "
Essas palavras não foram retiradas de qualquer livro de auto-ajuda... ainda assim podem ser usadas com este fim, se preferir. Não quero aqui, de maneira alguma, condenar este tipo de bibliografia - pelo contrário. Muitas vezes a percepção de quem vive para compreender as almas pode nos ser útil, já que o nosso tempo é curto (e louco) demais.
Só que o texto "Encerrando Ciclos" - pai do trecho acima - vai bem além da mera intenção de vender cópias, ou ajudar pessoas desesperadas. O gênio que o escreveu vivia para a humanidade. "Pessoa" era o nome dele; Fernando Pessoa. Um nome místico para quem dialogava com almas e pessoas desconhecidas.
Pois bem. A rasgação para o ídolo literário já foi feita. Agora vem o "valor agregado" (trabalhar na Embrapa me rendeu algumas pecinhas no vocabulário):
Depois do almoço li meus e-mails. Fui surpreendida com uma mensagem de carinho de um amigo colecionador de piadas e vídeos pornográficos. O mais bonito foi ver que o e-mail era minimamente calculado: apenas eu e mais dois amigos fomos os destinatários. Como conteúdo, o tal texto de Pessoa.
Sei que hoje pode parecer comum o envio de mensagens de amor, amizade, carinho e esperança via internet. Afinal, é tão fácil dar um clique e fazer média de amigo verdadeiro... Mas comigo foi diferente.
Já na introdução do e-mail, antes do "Encerrando Ciclos", cada linha escrita de qualquer jeito já transmitia a mensagem: vocês são aqueles para quem eu gostaria de ter criado este texto. Como é bom ouvir isso, sem que o outro tenha dito, ou mesmo escrito.
É fascinante poder sentir nos gestos - ou nos cliques - a importância dos encontros sinceros da vida.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

2 comentários:
bahh... serioo... t odeio com todas as forças da minha vida... seriooo t odeioo!!
aiuehiauheuihaieaiuhe
Praga!!!!
belo blog!!!!!
Amanda....! Na verdade não estou surpreso, só mais encantado.
Gostaria de te pedir prá não mudar o disco, mas isso não seria justo com o que pode vir por aí.
Postar um comentário